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Paróquia São  Sebastião de   Olaria

 

Olaria  - Rio de Janeiro    - RJ

        A Paróquia de São Sebastião de Olaria é uma das 25 Paróquias eretas a 1º de janeiro de 1945, para comemoração do Jubileu Sarcedotal do Sr. Arcebispo D. Jaime de Barros Camara. O território paroquial foi desmembrado do de S. Geraldo de Olaria, Paróquia criada em 1915, ainda pelo Sr. Cardeal Arcoverde, assim o território desta Paróquia de S. Sebastião de Olaria dos subúrbios da Leopoldina pertenceu outrora a Inhaúma e Irajá, conforme podemos ver nas Crônicas de Pizarro. A Igreja Matriz era antes Capela da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição e São Sebastião de Olaria e Ramos. É enumerada na “Arquidiocese do Rio de Janeiro”, livro mui seguro de Mons. Alves, entre as Capelas da Paróquia de Inhaúma, em 1914, nos seguintes termos: “S. Sebastião, na Olaria, edificada na Rua Angélica, por provisão de 25 de setembro de 1909, e benta provisão de 7 de dezembro de 1911, por 10 anos”. Com efeito, lá pelo ano de 1908 fez-se um movimento religioso em Olaria para a construção de uma Capela e arrumação de uma “Irmandade” para governá-la. Em 25 de outubro instalou-se solenemente uma “devoção”, cujo Patrono depois de apertada eleição, entre S. José e S. Sebastião foi o glorioso mártir escolhido. A “devoção” era uma “irmandade independente” e elegeu o seu “provedor”, neste mesmo dia, na pessoa do líder Waldeck Silva. Dois meses depois, nova eleição, saindo à luz o “provedor” Joaquim Leandro da Mota. A Capela provisória ficava na Rua Angélica, 9, nas fraldas da Serra da Misericórdia. O que as autoridades eclesiásticas souberam ou participaram destes movimentos não sabemos ao certo. Mas ainda escutamos o ruído das querelas primitivas e as primeiras “atas” da “Irmandade” falam das desarmonias entre os componentes destas reuniões desautorizadas, lembrando a rebeldia e as escondidelas do pecado original. Em 4 de abril de 1909, depois destes malfadados distúrbios primitivos, houve nova eleição – saindo o provedor o Sr. Apolônio Castilho Daltro, que entrou em contato com o Vigário da Freguesia, o virtuoso Sr. Côn. Alberto Nogueira, o qual a 26 de setembro com alegria geral do fieis, benzeu o terreno e a primeira pedra da primitiva Capela. Os anos seguintes estiveram agitados em meio as arrengas dos “irmãos”... Em 1913, desesperados, procuraram novamente o Vigário, permitindo sua benéfica assistência à Capelinha de São Sebastião. A 25 de maio foi nomeada pelo Vigário de Inhaúma uma comissão tendo à frente o Sr. Paulino Alexandre de Moura, figura de real prestigio que governou a “Devoção de S. Sebastião de Olaria” até 1919. Foram organizados os catecismos, as Missas dominicais, o respeito e a obediência, às autoridades constituías. Desde esta época foi catequista extremosa, competente e dedicada, a grande D. Lucinda Moreira Campos. Houve Capelães Ordinários e as obras da nova Capela foram andando para frente com as esmolas e as contribuições de todos, conforme contatamos nos livros de contadoria da “Devoção e Irmandade”. É uma injustiça à boa moeda do pobre e ao óbulo da viúva dizer que a formosa Capelinha foi construída por uma família generosa e rica! Bem administrada e querida e favorecida pelos Vigário de Inhaúma e Olaria a devoção subiu à Irmandade, canonicamente ereta. Pouco a pouco pela autoridade de uns e o servilismo de outros a Irmandade tornou-se um cortejo de homens de opas e a Capela uma espécie de igreja particular de uns chefes locais. Coma morte de um líder celebre e a falta de capelães, os “Irmãos” à conselho de alguns inspirados pediram, em comissão, do Sr. Arcebispo, a elevação da Capela da Irmandade a sede de (Matriz) de paróquia. A dois grandes Vigários deve prestar o cronista grandes homenagens, ao Sr. Cônego Nogueira e a Mons. Francisco Xavier da Cunha, ao primeiro por ter assegurado à Mitra arquidiocesana a posse do terreno da Capela; ao segundo por ter feito os canônicos estatutos da Irmandade de S. Sebastião de Olaria, sugestionando aos devotos a eleição da piedosa devoção à categoria de Irmandade.

 

 

 

PRIMEIRAS ATIVIDADES DA PARÓQUIA – 1945.

 

1 de janeiro – Criação da Paróquia

2 - junho – Posse do 1º vigário, o Revmo. Sr. Pe. Joaquim do Carmo Rodrigues, do Clero do Rio de janeiro.

11 - junho – Formação do coro paroquial.

17 – junho – Organização da “Pia União das filhas de Maria”.

1 - julho – Reunião da Irmandade de São Sebastião para estabelecimento do modis vivendi com o Vigário.

8 – julho – Benção da nova imagem de Sta. Luzia, que tinha sido a padroeira escolhida para a nova Paróquia, sendo depois substituída por S. Sebastião.

OBS: Em junho foi organizado o “Apostolado da Oração”.

22 – julho – Organização da “Congregação Mariana”, para organização destas associações prestaram concurso elementos da vizinha Paróquia de S. Geraldo, gentilmente cedidos pelo Revmo. Vig. Mons. Mariano da Rocha.

8 – dezembro – Festa de N. Sra. Da Conceição.

25 – dezembro – Festa de Natal.

 

NOTAS SOBRE 1945.

 

O Revmo. Sr. Pe. Joaquim do Carmo, na sua descompreensão das maldades humanas, veio a morar na pequena e desconfortável casa do vigia da capela de irmandade, onde residia o respeitável senhor com sua velha mãe, uma filha moça e um irmão homem. Um quarto, uma sala e pequena cozinha para todos.......

A irmandade ficava com todas as reduzidas rendas paroquiais, deixando ao movel vigário as espórtulas de algumas Missas, de alguns casamentos e dos poucos batizados. Assim estes homens de opa e tocha possuíam seu capelão, ao qual gratificavam com pequeno ordenado mensal, sem a dificuldade de procura-lo aqui e ali, não cumprindo nada daquilo que haviam solenemente prometido ao Sr. Arcebispo, quando da criação da Paróquia.

Texto escrito pelo Reverendo Vigário, Pe. Guilherme Ferreira dos Santos. (2º Pároco) – Livro de Tombo P.32 a 36.

PÁROCOS QUE ATUARAM E ATUA NA PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO DE OLARIA.

 

 

1 - Pe. Joaquim do Carmo Rodrigues – 03/06/1945.

2 - Pe. Guilherme Ferreira dos Santos – 30/06/1946.

3 - Pe. Joaquim Viana – substituído por 6 meses – 07/05/1947.

4 - Pe. Milton Carneiro Cavalcanti – 30/01/1948.

    4.1 - Pe. Walmor de Castro Martins – Vigário Substituto por 2 meses – 30/01/1952.

    4.2 - Pe. Vicente Sorce – Vigário Substituto – fevereiro/1957.

    4.3 – Pe. Hugo Luiz – substituto – julho/1960.

5 - Pe. João Torraca – até 8/07/1966

6 – Pe. Luigi Siano, SDV – 20/08/1966

7 – Pe. Aldo Simeoli, SDV – 03/09/1969.

     7.1 – Pe. Durval de Almeida, SDV – julho/1971.

8 – Pe. Luigi Siano, SDV – 06/01/1985.

9 – Pe. Sebastião Ferreira da Silva, SDV – 16/10/1988.

10 – Pe. Ademir Martini, SDV – 14/04/1996.

11 – Pe. Eudete Teixeira, SDV – 08/10/2000 (6 meses como Pároco).

12 – Pe. Severino Antônio Martini, SDV – 22/06/2001.

13 – Pe. Denivaldo dos Santos, SDV – 16/02/2003.

14 – Pe. Valnei Pomponet Oliveira, SDV – 08/04/2007

15 – Pe. Ademir Martini, SDV – 29/08/2010.

16 – Pe. Rogério Augusto de Jesus Santos, SDV – 26/03/2017.

17 – Pe. Mozart Nunes de Andrade Santos Neto, SDV – 18/09/2021.

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