A VOLTA DE UM JOVEM
Mais uma vez o Pe. Polito nos brinda com um texto de sua autoria. Há dez anos atrás, em 1982, ele escrevia A recusa de um jovem, um comentário vocacional ao episódio do assim chamado "jovem rico" (Mc 10,17-27). Seu intento era então ajudar as pessoas perceberem, através da leitura meditada deste texto, que não é possível conciliar a riqueza com a vida de seguimento de Cristo. Por isso fazia votos de que o seu trabalho pudesse ser útil e levasse a opções concretas em favor do Reino de Deus. Agora, com A volta de um jovem, o Pe. Polito pretende nos mostrar o outro lado da moeda: que existem ainda jovens generosos, humildes, altruístas, capazes de voltar atrás, reconhecendo seus erros e querendo reconstruir a vida. Desta vez o texto bíblico que serve como base para as suas reflexões é a famosíssima parábola do "Filho pródigo" (Lc 15,11-32). Não podemos negar a atualidade desta parábola, bem como a sua dimensão vocacional. Vivemos, mesmo aqui no Brasil, numa sociedade caracterizada pelo anonimato. Nos grandes centros urbanos ninguém conhece mais ninguém. Cruzamos diariamente com uma multidão de pessoas; vivemos ao lado das pessoas, mas não nos conhecemos. E o que é pior: não nos amamos! Muitas pessoas experimentam amargamente a sensação de não serem mais amadas por ninguém, porque não são mais úteis. A atitude do pai da parábola nos mostra que toda e qualquer pessoa deve ser amada enquanto tal. Não se deve amar o dinheiro que ela tem, a sua posição social e aquilo que faz com que seja útil para nós. Ama-se a pessoa e isso é tudo! Este aspecto é fundamental para quem trabalha com as vocações. 0 melhor modo de se começar e de se progredir na pastoral vocacional é amar os jovens. E amá-los assim como eles e elas são, tomando consciência de que "são filhos do seu tempo com as virtudes e os defeitos das novas gerações" (DPVIP, 71). Enquanto agradecemos ao Pe. Polito por este seu presente, fruto da sua fidelidade ao chamado do Pai, fazemos votos de que os leitores saibam tirar bom proveito das reflexões aqui contidas. Que cada um de nós saiba partir sempre em busca da casa do Pai (Lc 15,18). E vivendo neste processo permanente de conversão e de busca, possamos ser fiéis à vocação para a qual fomos chamados. Isto nos permitirá participar da celebração daquela festa do amor divino que nunca terá fim: "E se puseram a celebrar a festa" (Lc 15,24). |